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Estou noiva e agora?

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Por onde começar?

Primeiro passo: Sonha

Antes mesmo de começar a experimentar vestidos, escolher a decoração ou fazer a triagem dos DJ’s,  é preciso pensar na “big picture”, isto é, definir o conceito de casamento ideal que os noivos querem. Tenho que confessar que falhei redondamente nesse aspeto.

Como nunca tinha idealizado coisíssima nenhuma do meu casamento, foi muito difícil criar essa imagem mental do "dia ideal", já que nem sequer sabia bem do que gosto e do que não gosto. Selecionei uma série de imagens giras no Pinterest mas que não passavam disso mesmo, uma panóplia de ideias de origem completamente distintas, dificilmente suscetíveis de fazerem parte de um mesmo casamento.

Aos poucos tenho vindo a definir um pouco mais cada aspeto, mas hoje vejo que não sonhei o suficiente! Por isso, o conselho que dou é: cria a imagem mental do teu casamento de sonho. Não penses no orçamento, se a família vai ou não gostar e se será ou não viável, apenas sonha! Mas sonha em grande.

A primeira coisa que os noivos têm de se perguntar é como imaginam ser o vosso casamento ideal. Pretendem algo pequeno e íntimo? Um casamento grande e luxuoso?  E onde teria lugar, numa quinta rústica, numa praia ou num hotel elegante? E em relação à estação do ano, verão ou primavera? Outono ou inverno?

 

Segundo passo: Inspira-te!

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A segunda coisa a fazer é procurar inspirações.

Para ter uma ideia mais concreta do que se pretende é imprescindível fazer uma extensa pesquisa: em revistas, programas de televisão, blogs, filmes, séries, fotos de casamento de outras pessoas, imagens do Pinterest, enfim, tudo pode gerar ideias e servir de fonte de inspiração, até um simples papel de parede pode influenciar o padrão que vão ter nos convites de casamento.

Após essa pesquisa, é importante reunir tudo em um único local (eu e o noivo compramos uma capa que funciona como um wedding planner, onde pomos todos os avanços que fazemos, desde a fatura do fotógrafo até a lista de convidados).

Eu e o noivo chegamos à um impasse em relação ao estilo que queríamos, isto porque as minhas inspirações tinham a ver com um casamento rústico, com poucos convidados, num local com muito natureza, cores pastéis, livros antigos, decoração vintage e flores do campo num belo dia de primavera; já a ideia do noivo tem mais a ver com um casamento chic e elegante, com muita gente, muita exuberância numa tarde quente de verão.

Para a minha surpresa, acabamos por chegar a um consenso mais rápido do que imaginei: enquanto fazíamos a seleção das quintas que queríamos visitar encontramos uma que nos ajudou, e muito, a definir todo o estilo do casamento. Com algumas cedências de ambas as partes conseguimos fundir, ou melhor, harmonizar os dois conceitos que tínhamos em mente (o resultado final vou publicar com muito prazer aqui no blog!).

 

Terceiro passo: Define a cor

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Apesar de muitos noivos definirem um tema para o casamento, esse não é, de todo, imprescindível. No entanto, a escolha de uma cor, ou de uma palete de cores, vai definir todo o casamento, desde os convites, à roupa das damas de honor, até a decoração e as lembranças que vão ser oferecidas aos convidados.

Depois de escolher uma ou mais cores é só manter os mesmos tons ou cores complementares à principal em tudo o que escolherem.

 

Quarto passo: Define o orçamento

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Quando ouvia as pessoas a comentarem o valor pago pelo casamento pensava "que absurdo, tanto dinheiro gasto num único dia"! Mas depois de pedir alguns orçamentos e ter começado a somar…surpresa! O dinheiro gasto com tudo é bastante!!

Por isso, o passo seguinte é fixar um orçamento total para o casamento, ou seja, perguntem-se qual o valor máximo que estão disposto a pagar por tudo.

A seguir devem escolher as três coisas/serviços mais importantes para os noivos e investir neles. Eu e o noivo demos prioridade à quinta (que inclui o catering, o bolo, a decoração, a música e os fogos), o fotógrafo/videográfo (porque acreditamos que são esses os profissionais que nos vão ajudar a recordar, daqui a muitos anos, os bons momentos daquele dia) e, se conseguirmos poupar em todo o resto, a lua-de-mel (porque nós valorizamos mais experiências do que coisas físicas). 

 

Quinto passo: Escolhe o local

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Convém pensarem o quanto antes se vão querer um casamento religioso ou só civil. Isso irá determinar se haverá Igreja ou não, pois os padres já não estão autorizados a deslocarem-se à quinta para a celebração.

As quintas oferecem uma opção para a celebração do casamento (civil), e que normalmente consiste em disponibilizarem uma pérola (não sabia o que isso era até começar a visitar as quintas!), com a decoração escolhida pelos noivos, e que tem a função de um altar.

Eu e o noivo nos apaixonamos pela primeira quinta que fomos visitar. Apesar da chuva e do frio que se fazia sentir, da dificuldade que tivemos para lá chegar, do cansaço depois de percorrer 300km para visitá-la, o local era exatamente o meio termo entre a visão que eu tinha do nosso casamento e a visão que ele tinha. Ainda fomos visitar outras quintas, mas já a comparávamos com a primeira e, claro, acabamos por regressar à escolhida e tratar dos pormenores.

A verdade é que a escolha da quinta foi decisiva para definirmos todo o estilo do casamento, uma fusão entre o meu rústico, o elegante dele e o nosso romântico. É tudo uma questão de compromissos, eu cedi em relação ao número de pessoas e ele em relação ao ar campestre.

 

Sexto passo: Desfruta!

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Desfruta de cada tarefa, de cada pormenor escolhido, das longas horas de pesquisa do convite ideal, das conversas sobre quem vai e quem não vai, da escolha do vestido, dos sapatos, das 500 imagens de penteados ideiais para o dia. Eu e o noivo temos vindo a descobrir que não há nada “errado”, o protocolo vale pouco e a tradição somos nós que criamos, desde que os noivos estejam satisfeitos e felizes tudo é válido! 

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Imagens: [Winter Birds Photography]

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